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Das inovações do digital ao neuromarketing: novos rumos para a impressão em Curitiba e no sul do Brasil.

A impressão no mundo conectado foi o tema do III Seminário Sul Brasileiro da Indústria Gráfica. Realizado no dia 21 de outubro na Fiep, em Curitiba, o evento foi um dia de debates para ajudar a direcionar o mercado gráfico às novas expectativas e possibilidades que surgem a cada dia. Promovido pela Associação Brasileira da Indústria Gráfica do Paraná, Abrigraf-PR (com apoio da Abigraf SC e RS e do Sindicado das Indústrias Gráficas do Paraná, o Sigep), o seminário reuniu 250 empresas e especialistas de variadas áreas de interesse do mercado de impressão em Curitiba e demais cidades do Sul.

Da neurociência à gestão criativa: como se adaptar às mudanças no mercado de impressão em Curitiba?

Foi o que os palestrantes tentaram apontar. O mercado gráfico passa por mudanças, com produtos antigos saindo de cena e novas necessidades surgindo entre os consumidores. Por isso os empresários do setor foram provocados a refletir se estão alinhados às novas tecnologias e abertos a mudanças que vão da gestão dos seus negócios ao portfólio de serviços oferecidos.

Estudar as características comportamentais dos consumidores – seu inconsciente, emoções e mecanismos de atuação cerebral – foi uma das dicas apontadas pelo mestre em Administração e Neuromarketing, Felipe Costa.

A administradora de empresas Indakéia Marisol Lima falou sobre a necessidade de reinventar os negócios, apontando como as empresas inovadoras são as que se diferenciam. Criatividade e neurociência foram as dicas-chave para as gráficas romperem a inércia.

Já o economista e estrategista João Carlos Souza explicou que o momento exige um processo de gestão da criatividade e muita inovação, com a oferta de novos serviços e produtos para a indústria gráfica.

A propósito, sua gráfica sabe liderar as equipes de vendas? Estudar o perfil ideal do vendedor para o momento de crise econômica foi a dica do coach empresarial e de vendas Marcos Biaggio.

Autoanálise: as perguntas que o setor precisa fazer

No mundo conectado, são muitas as indústrias gráficas apostando em e-commerce. Mas quais delas estão sendo encontradas pelo consumidor? Nesse sentido, o mestre em Administração Leandro Krug Batista trouxe três tipos de questionamentos que toda empresa do setor gráfico deveria fazer a si mesma:

  1. Sua gráfica está apostando no marketing digital para promover seu site e ter “encontrabilidade”? Ou seja: aparecer na primeira página do Google para que o consumidor, ao procurar um serviço digitando uma palavra-chave como impressão em Curitiba, por exemplo, encontre a sua marca e saiba que ela existe? Como o consumidor irá procurar uma gráfica, marca ou empresa se não sabe que ela existe e nunca ouviu falar nela?
  2. Como está a sua reputação na internet? Você é uma referência no seu setor? Gera conteúdo educativo e informativo em seu blog, para que possa se tornar uma referência? É citado por outros, é compartilhado e comentado? Quando o consumidor quer se informar sobre um serviço gráfico, ele encontra conteúdo sobre isso no blog da sua empresa? Como você se tornará referência no setor e conquistará credibilidade sem investir nisso?
  3. Como está a usabilidade de seu site ou e-commerce? Ele tem fácil navegabilidade? É responsivo, ou seja, se adapta a qualquer formato de mídia – do desktop ao celular? É fácil encontrar os serviços, as informações, os preços ou tudo o que o consumidor precisa em seu site? Pense que ninguém mais tem paciência para navegar num mar de conteúdos confusos, links e menus que levam ao nada.
  4. Você analisa os resultados do seu marketing digital perguntando aos consumidores como eles chegaram até você?

Adaptação aos novos tempos exige tecnologia e comunicação

A impressão no mundo conectado não demanda apenas estratégia e novas visões de gestão, mas também adaptação tecnológica por parte das indústrias gráficas. O escritor Ricardo Minoru Horie, autor de mais de 80 livros sobre indústria gráfica e impressão editorial, falou sobre os nichos de mercado ainda pouco explorados que começam a emergir com a tecnologia digital. As novidades vão da nanotecnologia de impressão inkjet à impressão funcional.

Os debates do seminário levaram em conta também que todo o avanço tecnológico acompanha as mudanças no mercado consumidor. Por isso, até mesmo a comunicação com os millennials, que nasceram nos anos 90 em meio às novas tecnologias, é desafiador para muitas empresas do setor gráfico.

Sua gráfica está preparada para entender o que eles querem? Sabe se comunicar com essa geração que encontra tudo em segundos nas pontas dos dedos? Que quer mudanças o tempo todo? Que busca criatividade e começa a conquistar cargos de chefia? Que tal olhar para dentro de sua própria gráfica para entender os millennials que trabalham para você, mirando neles para criar estratégias de comunicação, produtos e serviços? Esse foi o tema da palestra do mestre em comunicação e doutorando em marketing Joaquin Fernandez Presas.

O casamento entre tecnologia e comunicação parece ser a tônica do momento. “Assim como gera desafios, a impressão em Curitiba e no mundo conectado também traz novas possibilidades que demandam aperfeiçoamento técnico constante aliado a novas visões, mais criativas, sobre produtos e serviços. E isso precisa ser comunicado, refletido por nós no relacionamento com o consumidor” – diz o presidente do Sigep e proprietário da Hellograf, Abílio Santana.